sábado, 10 de fevereiro de 2007

Hiato

As férias só existem de verdade para mim neste pequeníssimo momento que separa o trabalho e o início das férias propriamente ditas. Ali eu descanso em paz. Antes das férias eu faço trilhões de planos exorbitantes, que convicto prometo realizar nos meus utópicos momentos - chego a fazer listas... esperando a recompensa. E assim o tempo passa. E a recompensa não vem coisa nenhuma.
Quando eu de fato paro e tenho férias, a sensação é de contagem regressiva e acabo não fazendo nada do planejado em todas aquelas listas. Cada segundo que passa é um segundo a menos de férias. E se eu me ocupar com algo, logo haverão se passado várias horas. Não posso perder várias horas! Várias horas a menos de férias! Preciso saber usá-las! A letargia domina.
Isso é culpa do Papai Noel, do Reveillon e das saudosas férias de três meses inteiros na praia comendo milho verde com margarina. Os meses de Janeiro e Fevereiro sempre tiveram o poder de renovar tudo. Agora não mais. Mas aquele momentinho, a entre safra, o hiato entre o ano normal e as férias, ah! ele ainda existe. E o desse ano já passou. Droga.

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